Policial

Alunos da APAE tem palestra sobre combate à violência contra a mulher, com policial civil

Alunos da APAE tem palestra sobre combate à violência contra a mulher, com policial civil

Na última sexta-feira (08), as crianças da APAE receberam uma policial civil para uma roda de conversa sobre combate à violência contra a mulher. A atividade foi organizada pela professora da turma, Fátima Beatriz Hermann, devido aos questionamentos que surgiu em sala de aula sobre o tema.

A policial civil, Dheynny Melo, esteve durante a manhã na APAE e conversou com os alunos sobre a história da mulher dentro da polícia, já que um dos questionamentos dos alunos foi a existência de policiais mulheres para defender outras mulheres vítimas de violência.

“Eu falei sobre a primeira policial feminina que teve, porque mulher antes não podia ser policial. Foi uma doutora em direito penal que apresentou uma tese falando que a mulher é capaz tanto quanto o homem, inclusive a policial. Isso na década de 50, depois de 2 anos que surge a primeira policia feminina, era umas 13 (mulheres) em são Paulo. Depois os outros estados foram instituindo as mulheres (na polícia).”

Dheynny Melo também explicou aos alunos que as conquistas das mulheres foram com luta e que o surgimento da Lei Maria da Penha, que tipifica e penaliza violência doméstica no Brasil, foi forçado por uma denuncia feita à corte internacional e como sansão, criou-se a lei.

“Teve alguns questionamentos muito coerentes, foi uma conversas muito produtiva.” Afirmou.

A atividade surgiu de uma aula sobre o dia da mulher, celebrado em 08 de março.

É possível contatar a Delegacia de Polícia Civil e solicitar um profissional para realizar esse tipo de atividade, não só sobre este, mas também sobre outros assuntos pertinentes.

 

Por que falar sobre violência contra mulher?

É considerado importante o diálogo sobre violência contra mulher com jovens e adolescentes, pois, a violência pode não ser sempre perceptível. Existem 10 tipos de violência contra a mulher tipificados pela Lei nº 11.340/2006.

-Humilhar, xingar e diminuir a autoestima

-Tirar a liberdade de crença

-Fazer a mulher achar que está ficando louca

-Controlar e oprimir a mulher

-Expor a vida íntima

-Atirar objetos, sacudir e apertar os braços

-Forçar atos sexuais desconfortáveis

-Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar

-Controlar o dinheiro ou reter documentos

-Quebrar objetos da mulher.

Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses caso.