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13 de maro de 2018 | MENOR | MAIOR | |

Maggi diz que não vai "pular dentro de processo" eleitoral

Maggi diz que não vai

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), senador licenciado Blairo Maggi (PP), afirmou não querer liderar as discussões políticas e partidárias dentro do Progressistas neste pleito eleitoral. A afirmação, dada no evento Gazeta Agro, na manhã desta segunda-feira (12), é uma resposta sobre sua participação nas articulações eleitorais deste ano. 

Maggi disse, entretanto, que "obviamente, estou vivo", dando margem para entendimentos sobre emissão de opiniões em determinados momentos sobre os candidatos. O ministro disse ainda estar feliz com a possibilidade de novos quadros entrarem na política, devido a sua desistência de disputar a reeleição ao Senado Federal neste ano.

 

"Eu vou  ficar afastado, obviamente, estou vivo. Vou estar uma hora conversando com um e com outro. Mas uma coisa é você conversar, dar uma opinião aqui e outra é você pular para dentro de um processo", afirmou Maggi, durante entrevista coletiva, no evento realizado no Cenarium Rural, em Cuiabá. 

 

Maggi disse também não querer interferir no processo emitindo opiniões, quando foi questionado sobre pré-candidatura do vice-governador Carlos Fávaro (PSD) ao Senado.  O nome de Fávaro tem grande simpatia do agronegócio e surgiu como uma opção do segmento após a desistência do ministro.

 

Porém, a disputa ficou mais acirrada, com mais possíveis concorrentes, como do amigo pessoal do ministro e deputado federal, Adilton Sachetti. O parlamentar deverá se filiar ao PRB justamente para pleitear uma vaga ao Senado Federal.

 

Também é cotado o nome do secretário Nacional de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller (PP), para disputar o Senado Federal também representando o agronegócio, assim como do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), ex-presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária (FPA) no Congresso. O ex-senador Jayme Campos (DEM) também poderá ser um dos postulantes. 

 

"No caso, se eu fosse candidato, teria de liderar as discussões no meu partido, da minha coligação e é exatamente isso que eu não quero fazer", complementou o ministro. Ele deverá continuar no cargo por nove meses, até o final do governo Michel Temer (MDB). Maggi quer evitar uma descontinuidade grande nos trabalhos do Mapa. 

 

Ainda segundo Maggi, a vida está "bem mais tranquila" após a desistência. Segundo ele, caso saísse agora do Mapa, algumas mudanças deixariam de ser realizadas. "Mudou bastante, minha vida está bem mais tranquila, absolutamente tranquila", disse ele. Segundo o ministro, o trabalho realizado para recuperar a imagem do Brasil no exterior também pesou na sua decisão, principalmente devido a Operação Carne Fraca. 

"São muitos os problemas e agora mais uma vez problema de carne fraca, temos de dar muitas explicações. Fazer com que tudo isso funcione e evitar a perda de mercados. Se eu saísse agora, muitas mudanças previstas no Ministério iriam parar", explicou.

Na análise de alguns políticos próximos a Maggi,  apesar de ele não querer se posicionar, a opinião do ministro será levada em consideração pelos eleitores.

"Acho que com minha saída abre um grande espaço, eu vejo vários nomes bons e importantes sendo colocados. A política precisa ser renovada. Eu fico  feliz em ver que há renovação, algumas pessoas jovens, outras com experiencia e podem contribuir com o processo politico no brasil", finalizou Maggi, evitando escolher lados. 

Maggi diz que não vai "pular dentro de processo" eleitoral
Fonte: Querência em Foco com FELIPE LEONEL/ MICHELY FIGUEIREDO.

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