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09 de outubro de 2017 | MENOR | MAIOR | |

Lesco e esposa pedem para ser reinterrogados por delegados.

Casal está preso por suspeita de envolvimento no caso dos "grampos" em Mato Grosso.
Lesco e esposa pedem para ser reinterrogados por delegados.

O ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, e sua esposa, a personal trainer Helen Cristy, serão reinterrogados nesta terça-feira (10) nas investigações relativas ao esquema de escutas ilegais operado pela Polícia Militar em Mato Grosso.

O reinterrogatório ocorre a pedido do casal e será conduzido pelos delegados Ana Cristina Feldner e Flávio Henrique Stringueta, que estão à frente das investigações. Lesco e a esposa estão presos desde o último dia 27, quando foi deflagrada a Operação Esdras, da Polícia Civil.

Na primeira oportunidade para prestar esclarecimentos sobre os fatos, o casal optou por permanecer em silêncio.

Agora, há a expectativa de que possam revelar novos detalhes sobre o esquema chamado de “grampolândia”. Uma das possibilidades é proporem um acordo de delação premiada, pelo qual poderiam entregar informações relevantes em troca da redução na pena em caso de eventual condenação.

No entanto, há também certa cautela em relação às declarações do casal, uma vez que o reinterrogatório pode se configurar em uma tática da defesa.

Conforme apurou o MidiaNews, o coronel Lesco pode, por exemplo, negar as acusações que pesam contra ele – o que é pouco provável –, já que há áudios de conversas mantidas entre ele e demais investigados no esquema, além de depoimentos de testemunhas que o colocam como um dos articuladores do plano para conseguir o afastamento do desembargador Orlando Perri das investigações.

Há ainda, a possibilidade de ele vir a assumir toda a responsabilidade quanto aos fatos em apuração, numa forma de poupar outros envolvidos.

Na última semana, os ex-secretários de Estado Paulo Taques (Casa Civil) e Airton Siqueira (Sejudh) tiveram negados os pedidos de liberdade junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Operação Esdras

A operação desbaratou o grupo acusado de montar uma estratégia para atrapalhar as investigações relacionadas aos grampos ilegais e obter a suspeição do desembargador Orlando Perri.

Foram presos os então secretários de Segurança Pública, Rogers Jarbas e de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira - já exonerados -, os ex-secretários Paulo Taques (Casa Civil) e Evandro Lesco (Casa Militar).

Tiveram a prisão decretada ainda a personal trainer Helen Christy Carvalho Dias Lesco, esposa de Lesco; o major Michel Ferronato; o sargento João Ricardo Soler e o empresário José Marilson da Silva.

Este último já obteve liberdade, em razão de estar colaborando com as investigações.

O nome da operação é uma referência ao personagem Esdras ("Aquele que ajuda, Ajudador, Auxiliador"), da tradição judaico-cristã. Ele liderou o segundo grupo de retorno de israelitas que retornaram de Babilónia em 457 a.C. . Descendente de Arão, o primeiro Sumo Sacerdote de Israel, Esdras era escriba (copista da lei de Moisés) entendido na lei de Moisés.

Lesco e esposa pedem para ser reinterrogados por delegados.
Fonte: Querência em Foco com CAMILA RIBEIRO

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