NOTÍCIA - Agronegócio

11 de agosto de 2017 | MENOR | MAIOR | |

Presidente da ABAG chama atenção para necessidade de o agronegócio brasileiro ser ainda mais competitivo.

Observação foi feita no encerramento do 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela entidade nesta segunda (7-8), em São Paulo.
Presidente da ABAG chama atenção para necessidade de o agronegócio brasileiro ser ainda mais competitivo.

A mensagem final do presidente da ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, feita no encerramento do 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela entidade nesta segunda-feira (7), em São Paulo, foi a de que o setor precisa ficar atento em relação aos ganhos de produtividade. “As novas revisões feitas pela OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico e pela FAO, braço da ONU voltado para Agricultura e Alimentos, indicam uma taxa de crescimento bem menor na demanda mundial por alimentos nos próximos dez anos. Com isso, nós, produtores agrícolas brasileiros temos de ser ainda mais competitivos”, observou ao fazer uma síntese dos debates do Congresso, cujo tema central neste ano foi “Reformar para Competir”.

Os dados da OCDE/FAO, cujas revisões foram divulgadas agora em julho, apontam que, com exceção de produtos lácteos e açúcar, as projeções para o período 2017-2026 são de um crescimento anual na demanda mundial por commodities agrícolas bem inferior ao registrado nos últimos dez anos. “Em razão disso, não podemos ter aquela visão antiga de que o mundo vai comprar nossos produtos. Nós temos de aprender a vender. E temos de nos prepararmos para isso”, reforçou Carvalho. Nesse sentido, ganha importância as recomendações feitas nos debates do 16º Congresso da ABAG, para que o país atue de forma mais contundente na busca pela formulação do maior número possível de acordos comerciais.

Além de fazer o alerta sobre a necessidade de o produtor rural ter sempre em mente ganhos de produtividade, Carvalho também fez um balanço geral do evento, que classificou como de grande sucesso, uma vez que atraiu a atenção de aproximadamente 900 pessoas, uma plateia formada por empresários, executivos de empresas, gestores públicos ligados ao agronegócio, além de especialistas, consultores, lideranças setoriais, pesquisadores e profissionais de vários segmentos da cadeia produtiva do agro.

Carvalho lembrou ainda que, na questão das parcerias comerciais, o Brasil, junto com o Cone Sul, tem tido uma postura muito reativa. “Temos de ser mais proativo nas questões comerciais. Claro que sabemos que, para nos tornarmos mais proativos, necessitamos de uma mudança cultural, o que é, obviamente, muito mais complexo. De toda forma, entendo que essa é uma ação que não pode ser adiada, pois precisamos urgente de mais acordos comerciais”, observou o presidente da entidade.

Carvalho também destacou que ficou muito claro nas ideias apresentadas pelos participantes do evento, que houve uma significativa melhoria macroeconômica com o novo governo. “Aquilo que era um sofrimento no ano passado, ainda é uma incerteza, mas hoje o ambiente é muito melhor. Aqui, a frase que sintetiza a percepção geral é a que foi dita pelo palestrante que abriu o Congresso, o jornalista Carlos Sardenberg, quando falou da sensação de que nós tentamos enterrar o velho, mas que o novo ainda não nasceu”.

O presidente da ABAG também comentou as análises feitas em relação às reformas trabalhistas e tributária. “Na primeira, ficamos preocupados com as inúmeras pontas que ainda permanecem soltas na proposta ora em estudo pelo Legislativo. Já na questão tributária, ficou claro que, diante das dificuldades para a realização de grandes mudanças nessa área, acredito que teremos mais uma lógica de simplificação tributária do que uma grande reforma ou até uma revolução nessa área. Nesse particular, pareceu ter havido certa unanimidade entre os debatedores em torno desse ponto”, finalizou Carvalho.

Além dos debates, o 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio também prestou homenagens, por meio dos seus já tradicionais prêmios. Para este ano, no Prêmio Norman Borlaug, o escolhido foi o pesquisador João Kluthcouski (conhecido como João K), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa; e para o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo, o ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, que é presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA. Neste ano também foi concedida uma homenagem especial à TV Globo pela iniciativa da campanha “Agro: A Indústria-riqueza do Brasil”.

Presidente da ABAG chama atenção para necessidade de o agronegócio brasileiro ser ainda mais competitivo.
Fonte: Querência em Foco com Mecânica de Comunicação

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